You can have peace. Or you can have freedom. Don't ever count on having both at once.

[FP] Archibald Linne

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

[FP] Archibald Linne

Mensagem por Arch Redwyn-O’Linne em Dom 27 Nov - 14:44:39

Archibald Beauregard Linne
Archibald Linne
18/11/942
Brumivium
Ordem dos Arqueiros
Arqueiro
Arquearia (Nível III) + Esgrima (Nível V)
played by VITU
biografia
Estava sentado, refletindo sobre os episódios de sua vida. A iluminação precária, porém, o bastante para ler. Folheavas as páginas já amareladas, obsoletas e com as pontas corroídas pelo o tempo. O livro em questão assemelhava-se a um diário na realidade, pois contava meados de sua história. Seu nome era “Vida”.

Primeiro capítulo, "Eu sou a flecha, o dano".

O sol perdia a sua pose no raio atmosférico, assim como a sua iluminação descendia gradativamente. Punha-se milimetricamente, ao mesmo tempo em que o percorrer dos períodos temporais se concretizavam. Esses acontecimentos demarcavam, obviamente, e anunciavam o início do frio da noite; em sequência, ou no mesmo instante, um escudo circunflexo de platina surgia, mas o outro desaparecia. Conforme era efetivado, os pingos albinos davam as caras em meio ao breu noturno, como o seu acompanhante na dança dos turnos.

Ah, noite, eu sou teu filho. Cria do teu sangue; grunhidos se propagavam singularmente através das finas paredes, as quais permitiam o ressonar. Os gemidos, cujos pareciam mais gritos de dor, detinham um timbre feminino. E, horas mais tarde, um choro infantil. A mulher era mãe, criadora de dois meninos idênticos: Armstrong e Archibald.

Os gêmeos, apesar de serem iguais em todos os traços físicos, possuíam dessemelhanças visíveis quanto as suas personalidades: Armstrong era o agressivo dentre os dois, costumava perder a paciência com facilidade, pouco dava a importância para o estudo, só amava voltar para casa com seus punhos ensanguentados; Archibald, por sua vez, era o mais culto, o seu dia resumia-se à leitura dos livros que seu irmão e ele roubavam. Um exemplar em especial atiçou a sua curiosidade, “Linne”. Isso se deve, pois seu nome completo era assinado como Archibald Beauregard Linne.

Diga-me o teu passado. Conte-me sobre quem e o que sou. Linne, quem és tu? Redigia em seus pensamentos; franzindo a tez, unia os cenhos, enquanto lia cuidadosamente cada palavra escrita nas folhas.

Anos antes, éons existenciais, Linne era um sobrenome com um pesado metálico, como o próprio chumbo, nos ares da região litorânea de Brumivium, lar dos perseguidos pelo o grupo do clero. Muito antes de transformar-se no nome familiar, Linne era um homem. Todavia, não era um homem, talvez fosse O Homem. Os homens que já escutaram a fama dele repassavam a seguinte mensagem para os descrentes: “A mira perfeita e precisa, o disparo mortal e certeiro”; e chegava até os ouvidos dos oficiais da lei. Linne, aparentemente, era dotado de uma aptidão incomum em relação aos terceiros; ele era a progênie da matemática. Seu intelecto avançado lhe permitia fazer rápidos cálculos, estes que lhe deixaram errar um tiro.

Arquearia, a disciplina fundamental para os usuários do item usualmente usado à distância. Era uma prática ancestral, como o próprio tempo, ou até mais velho que o mesmo. Ela une, em seu vasto conhecimento, um espectro cognitivo de noções de matemática e física. Isso era feito com a modificação dos aspectos característicos do espaço como o vento ser um obstáculo na trajetória, tal como ângulo de inclinação do arco para maiores distâncias, entre outros fatores.

O macho da espécie sabia fazer tudo isso em questão de segundos, ou até mesmos instantes. Acreditava que essa habilidade era passada de geração para geração, ou seja, que era passado de pai ou mãe para filho. Linne foi, então, o nome de uma das famílias dos maiores arqueiros existente.

Esse era o resumo do que foi lido; o garoto mirava os olhos de sua mãe. As pupilas, antes dilatadas, se retraíram, ficando como pingos negros em meio à platina de suas íris. — O que é... Linne? O que somos? — Questionou o pequeno, com os lábios tremulando. A mãe suspirava, andando sem pressa até a frente dele. Pegou suas mãos, depois de jogar-se sobre seus joelhos. — Você merece saber a história inteira, meu filho.

Segundo capítulo, "Eu sou a aljava, o conjunto".

— Seu pai e eu tentamos manter você e o seu irmão longe dessa vida. Mas, nós somos umas das famílias com o mais puro dom da arquearia, Archie. — Falava a mulher. Ela ergue-se ao ajeitar a coluna, a deixando ereta, como deve ser. Os passos lentos a conduziu até um talher sobre a planície de madeira da mesa, onde capturou um talher metálico entre as falanges. — Porém, isso é uma arte perdida.  — Apontando o item pegado para o campo de visão do menor. Ela jogou o objeto na parede, cravando-a no plano fixamente. — O porquê disso é obra do teu bisavô Meryn.

O mais baixo não compreendia, coisa que era perceptível em sua feição inocente e ingênua. Trazia as sobrancelhas ao alto da testa, as arqueando seguindamente. — Meryn foi o pior dentre os homens, e um arqueiro hábil. Ele era um assassino do melhor tipo. Por causa dos feitos dele, a nossa família foi caçada por boa parte do continente. Muitos membros, nossos familiares, foram dizimados. — A seca e áspera voz da mais velha se manteve ao longo do discurso que outrora dera início, explicando o porquê de houver pouquíssimos familiares. — Aqui, em Brumivium, descobriam que os Linne possuem a eximia habilidade para o arco e a flecha. Julgaram que todos nós éramos como Meryn. Estúpidos.

Archie não tinha reação diante de tais palavras, frases, conjugações. Não sabia como ficar psicologicamente em relação ao fato do quase extermínio de sua família. Os pensamentos se divergiam a cada segundo, entravam em colapso, distorções e confusões, tudo simultaneamente. — Mãe... — Ela já tinha lhe dado as costas, olhando para o vácuo. — Pode me ensinar a usar o arco? — Soprou um suspiro por entre seus lábios, os quais detinham um espaço pequeno e de formato circular. A morena abriu um sorriso de canto, transparecendo as dentárias de marfim. — Claro, meu bem.

***


O olhar lamuriante fazia a face do menino; a sua presença estava camuflada em meio ao dos ademais cidadãos. Os globos estavam estalados, com as pupilas reduzidas a pingos. — Não... — E a história se repetia mais uma vez depois de décadas: seus familiares foram executados, na praça pública; os beiços secos e finos dele estavam estáticos, prendidos a uma posição entreaberta. Queria berrar, mas a voz parecia ter simplesmente falecido. Queria jogar-se no chão, mas o corpo simplesmente congelou. O peito queria rasgar, porque seu coração palpitava tão bruscamente, o que acarretava na dor local. Via o líquido soturno escorrer através das lâminas, cujas puseram um ponto final à vida da sua mãe, pai e irmão.

Dias antes... Os dons de arqueiro de Archie começaram a se desenvolver, pouco a pouco, com o passar dos anos. Linne, com o suporte e auxílio dos progenitores, já tinha facilidade em acertar o centro de alvos imóveis a cerca de 10m. O local de treinamento era escondido, em meio à floresta próxima a Brumivium. Porém, uma terceira pessoa o viu a treinar. Foi atrás de quem era o jovem, portanto, descobriu quem ele era filho dos Linne. Denunciou-o às autoridades. Como ele não estava presente no dia que os oficiais foram até sua casa, eles pegaram e assassinaram a sua família na frente da população. Simples assim.

Terceiro capítulo, "Eu sou o arco, a perfeição".

Morando sobre as frias ruas do feudo, mais precisamente em um beco escuro, teve a casa apreendida ulteriormente a extinção de seus parentes. Sob a calada frígida da noite, sentiu alguém tocar-lhe o ombro; como reação imediata, logo despertou em um salto, enquanto ascendia meado superior de seu físico juvenil. — Calma, meu jovem. — O ser, que o fez acordar em meio à madrugada, continha um tom velho em sua voz. Era um homem de cabelos grisalhos, com resquícios de poucos loiros. — Eu sei o que você é, garoto. — Com uma face emburrada devido ao sono, o pequeno estreitou o olhar durante a dissertação alheia; próximo a seu pescoço jazia o fio de baixa temperatura de uma adaga, composta – a lâmina – de ferro. — E sou como você, Linne.

Archibald estalava os olhos, arregalados, ao ver o mais alto disparar uma flecha precisamente numa ave, esta que voava no céu negro; sempre creu que fosse o último ao saber tal arte. — Venha comigo, pequeno Linne. Ensinarei-te o que precisa para ser um arqueiro. — Estendeu-lhe o palmo, esta que foi agarrada. — Bem-vindo à Ordem dos Arqueiros.
outras informações
+ Mesmo como a habilidade de arquearia ser passada de geração em geração na sua família, a de Archibald ainda está aprimorando-se. Busca o auge da perfeição.
Arch Redwyn-O’Linne ESTÁ
avatar
Arqueiro
Arqueiro
Mensagens :
54

Reino :
Brumivium

D$ :
2112

Arqueiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [FP] Archibald Linne

Mensagem por The Book em Seg 5 Dez - 16:33:42


ficha aceita
Seja bem vindo ao Kingdom Of Nardorwen! Não se esqueça de fazer o pedido dos seus primeiros itens e bom jogo!

The Book ESTÁ
avatar
Administrador
Administrador
Mensagens :
427

Reino :
Fifith Dimension

D$ :
10231

Administrador

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo