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Trama — Kingdom of Nardorwen — Age II

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Trama — Kingdom of Nardorwen — Age II

Mensagem por The Crown em Sex 16 Jun - 17:02:31

Kingdom of Nardorwen


Em verdade vos digo que se aproxima o Tempo da Espada e do Machado, a Época da Selvageria Lupina. Acerca-se o Tempo do Frio Branco e da Luz Branca, o Tempo da Loucura e o Tempo do Desprezo, o Ragnarok, o Tempo do Fim. O mundo morrerá congelado e renascerá com o novo sol. Ele renascerá do Sangue Antigo, de Vetus Sanguine, da semente plantada. Da semente que não apenas brotará, mas explodirá em chamas.

Finem tempora será! Assim irá ocorrer! Atentem para os sinais! Que sinais serão esses, eu vos direi, porém antes a terra se cobrirá com o sangue dos sagrados e dos marcados, o sangue do leão das planícies e do leão negro, da águia das montanhas gélidas e da cobra marítma, do corvo que sobrevoa as praias, do grifo que habita à costa e do touro sagrado...

— Oráculo de Gligothiel, Santa Ithlinnes, profecia de Sanguis Turpis.

Nardowen mudou, os campos floresceram, as montanhas urgiram e as praias aqueceram-se. Entre discussões o tempo foi o principal fator para tantas mudanças. A grandiosa ilha prosperou afinando suas relações com os reinos saxões e da península Ibérica, porém depois de toda ascensão surge a queda.

Caladmiron experimentou anos dourados, o reinado de Rodericus Berhart trouxe enorme crescimento econômico, militar e cultural na cidade, apesar do próprio rei fazer poucas apresentações em público. Rodericus O Católico ou Rodecius Coração de Leão, criou acordos com Brumivium para a utilização de seus portos, forneceu contigente armado à Gligothiel, criou instituições especiais para fazer nascer o sentimento de nação no reino de Caladmiron. E conseguiu, Caladmiron tornou-se uma potência, uma cidade modelo, uma metrópole multicultural, mas o destino do rei não foi tão glorioso quanto o de sua cidade. Rodericus foi morto na festa de casamento de seu filho Haimrich Berhart com a duquesa Madeleine de la Serre. A culpa recaiu sobre os Bórgias, cujos membros foram executados durante a coroação do primogênito de Rodericus. Haimrich assumiu o trono impondo uma sequencia de medidas duvidáveis, cortou relações com Roma e os reinos europeus, aumentou impostos, investiu na violência. O povo sofre, os Bórgias são caçados, os Czarevich ascenderam, e as trevas pairam sob os vales antes ensolarados.

O reinado dos Thorah em Brumivium nunca foi satisfatório, uma soma de tradição e ações fizeram crescer o descontentamento popular e dos clãs de poder na terra selvagem. Edwen é homem, viúvo, cedeu os portos à Caladmiron e pegou altas quantias de ouro como empréstimo para manter seu reinado. Para o povo e os representantes dos antigos deuses a Maldição do Sol Negro caiu sobre a descendência Thorah, na lua de mel Guinevere Pendragon, esposa de Hadaward Thorah morreu consumida por uma substância misteriosa, pouco tempo depois Caleb Thorah foi sequestrado em Caladmiron e ganhou a liberdade depois de uma altíssima quantia. Todos os clãs de renome que formam, de certa parte, a nobreza de Brumivium criticam o rei, seu reino afunda em dívidas e pobreza, como se não bastasse o rei pirata saqueia a costa à bel prazer. Os Adamatti, principal aliados dos Thorah no comércio, mudaram de lado, sendo aclamados pelo povo. As massas clamam em favor do retorno dos Von Halisha ao trono, constroem barricadas, pegam suas foices e ancinhos. Os últimos aliados dos Thorah, os Warwicks, parecem inclinados a aliar-sem ao povo. Como se não bastasse as más linguas gritam que as feiticeiras voltaram a surgir em Brumivium, desenterrando covas, sequestrando bebês e dançando com sátiros nas partes virgens da floresta. Restará algo dos Thorah?

Gligothiel sempre fora um caso à parte, quando Rodericus e Thorah mediram forças pelo domínio de uma região da ilha, agora chamada Entre-Pontos, esperava-se que Gligothiel tomasse partido, mas nada fizeram. Criou-se um famoso ditado sobre a cidade desde então: "Nada esperem de Gligothiel, eles farão o que sempre fazem, nada."; a grande razão disso parte pela eterna pressão sofrida por Izebel Ridgrinn desde a morte de seu marido. De lá para cá seu primogênito, Thall Ridgrinn, foi sequestrado por piratas e sua caçula, Belisa Ridgrinn, quase fora morta no atentado contra Rodericus. A rainha viúva também passou a sofrer eterna pressão da nobreza para que se casasse logo, o povo queria um rei, mas Izebel não queria dividir seu trono. Falou-se de Molnar Giancardi, de Ottaviano Borgia, de Radovid IV e o nome que atualmente mais agradava a nobreza, dentro das possibilidades, era de Wilhelm Comegar, porém a rainha declinou. Às pressas ela acertou o noivado com o duque Scrimgeou. Em resposta todos os partidos que sustentaram o reinado de Izebel passaram a elevar a imagem de Thall, buscando vender sua imagem como novo rei.

Quem dera esses fossem os únicos problemas de Izebel Ridgrinn. A rainha usou e abusou de sua ordem secreta de assassinos, aceitou tomar conselhos de uma mulher dada como bruxa e viu a única família capaz de depolá-la ganhar popularidade sobre a esperança oferecida da jovial Sigrid Forkbead. Nas fronteiras com Whitelands, o mundo desconhecido onde homem algum sobrevive, estranhas aparições e eventos passaram a ocorrer, tudo o que sustenta a enorme muralha são os homens oferecidos por Rodericus que agora, Haimrich pretende mandar retrocederem. Que medidas Izebel poderia tomar? Casar Thall com Beatrice Berhart e assegurar apoio de Caladmiron? Declinar o noivado com Steven Scrimgeou? Vender sua alma aos terrores que assombram suas fronteiras?

O mundo dos habitantes de Nardorwen está a beira de um colapso, prestes a passar por mudanças drásticas. Do mar também vem o medo da soberania marítma do rei dos piratas: Eric Ziemowit, nascido em Brumivium, que cresceu e se fez soberano das ilhas de Celian Sea. O rei pirata, também conhecido como Eric O Carniceiro dos Mares, sobrepujou todas as forças mantendo-se soberano nos mares e nos poucos combates em terra que travou pela costa. Não se duvida que em pouco tempo usará sua esquadra para, além de saquear, executar um bloqueio naval a tudo que entra e sai de Nardorwen.

Não há como saber qual o tamanho da tempestade que se aproxima, não é possível prever o que restará da Nardorwen que conhecemos. Que as preces sejam feitas, pois os dias de penumbra virão. O povo está faminto, com medo, agarrando seus bebês junto ao seio. As fortalezas estão cercadas, de forma feroz e colérica a morte se aproxima. Os reis do norte falharam, seus deuses estão ausentes, não adianta mais dobrarem os joelhos, sujarem os cabelos de cinza ou perguntar porquê os deuses os abandonaram. Os homens falharam, a magia tornou-se negra, poder e fortuna tornaram-se os fragmentos profanos da ambiciosidade mudana a qual adotaram. Monstros cercam seus sonhos, devoradores de cadáveres seus cemitérios, bruxas suas casas. A chama da humanidade há muito se apagou em seu meio. O norte sangra, fustigado pela guerra, pelo açoite dos deuses em punição aos seus pecados. Enquanto os horrores e flagelos do além mundo tomam os céus a cada lua cheia. Está chegando a hora da Espada e do Machado, está chegando o tempo da Loucura e do Desprezo.




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